DestaquesPolícia

“Sei que não tem perdão, mas eu não queria matá-lo”, diz acusado de assassinar filho de vice-prefeito do Piauí

O acusado de matar João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, filho do vice-prefeito de Isaías Coelho, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (08) e deu detalhes do que aconteceu antes do assassinato. Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, disse que não tinha intenção de matar Emmanuel e pediu perdão à família dele, mesmo sabendo que o que fez “não tem perdão”.

Guilherme foi preso em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva. Ele agrediu com socos e chutes o filho do vice-prefeito de Isaías Coelho quando ambos iam para o trabalho. O acusado relatou que estava na porta da casa do patrão, em Sobradinho II, Distrito Federal, esperando uma carona. Foi quando viu Emmanuel do outro lado da rua fazendo o que, segundo ele, seria um gesto obsceno.

“Eu pensei que ele estava me pedindo um ‘baseado’ e falei ‘não tenho’. E quando penso que não, ele fez outro gesto. Eu atravessei a pista e fui falar com ele”, contou. Ao questionar Emmanuel sobre o que ele queria, Guilherme disse que ouviu em resposta uma frase de cunho sexual. “Eu não gostei e já dei o primeiro murro. Comecei a pisar nele. Não foi minha intenção matar. Era só para dar uma surra”, disse.

Emmanuel já caiu desacordado com o primeiro soco, mas mesmo assim, Guilherme alega que continuou pisando no rosto dele até que ele estivesse sangrando. O rapaz voltou para a casa do patrão e deixou a vítima caída. Ele diz ter pensado que Emmanuel estava apenas desmaiado. Ao ver a situação, o patrão de Guilherme acionou o SAMU, mas quando o socorro chegou, a vítima já estava sem vida.

Ao ser questionado se matou Emmanuel por causa de homofobia, o acusado negou e disse: “Não sei o que aconteceu. Ele fez o gesto para mim e eu fiquei de boa. Falei para ele ir para lá. Não tenho nada contra. Eles lá, eu aqui. Não tenho nada contra quem gosta dessas paradas. Só não achei legal da parte dele falar desse jeito comigo. Eu nunca vi ele na minha vida”, finaliza Guilherme.

Com a prisão preventiva decretada, ele permanece detido e à disposição da Justiça. À família de João Emmanuel, ele pediu perdão e disse que não saiu de casa na intenção de matar ninguém. O corpo da vítima foi enterrado ontem sob forte comoção em Isaías Coelho.

Fonte: O Dia