O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à reeleição durante convenção partidária neste domingo (2/8), no Expo Center Norte, em São Paulo. Também foi confirmada a aliança com o vice-presidente Geraldo Alckmin, presente no evento.

O encontro reúne as principais lideranças do PT e políticos aliados do PSB, PDT, PV/PCdoB e Rede/Psol, partidos que vão compor a coligação de Lula na eleição deste ano.

A intenção de Lula era atrair partidos de centro e de direita para a disputa e repetir a estratégia da frente ampla de 2018. No entanto, no primeiro turno, partidos como MDB, Republicanos, PP e União Brasil decidiram pela neutralidade na eleição à Presidência da República.

Por outro lado, é a primeira vez, desde 1989, que todas as siglas de esquerda e centro-esquerda – PT, PV, PCdoB, PSB, PSOL, Rede e PDT – se unem em torno de uma única chapa para a disputa presidencial.

No dia 16 de agosto, haverá o ato público que dará início à campanha presidencial, em São Bernardo do Campo (SP), na região do ABC paulista, berço político da trajetória sindical e política do petista. O lançamento está marcado para o dia de início do período autorizado pela legislação eleitoral.

Será a sétima vez que o petista concorrerá à Presidência da República. Perdeu em 1989 para Fernando Collor de Melo, e em 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Venceu em 2002, foi reeleito em 2006 e saiu vitorioso novamente em 2022.

Os partidos têm até 15 de agosto para registrar os candidatos escolhidos no sistema da Justiça Eleitoral.

O principal adversário de Lula no pleito de outubro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi confirmado candidato em convenção do PL em 25 de julho. As candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também foram oficializadas nas convenções dos partidos. Os três ainda não conseguiram formar alianças para a disputa.

Fonte: O Tempo