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Jornalismo na Uespi/Picos: 20 anos de muitas memórias e histórias

Sede atual da Uespi de Picos no bairro Altamira. Foto: Jailson Dias

Uma breve reflexão sobre os 20 anos do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) – Campus Professor Barros Araújo de Picos pode levar qualquer pessoa à constatação de que a trajetória dessa graduação é semelhante à vida, com muitas dificuldades, mas repleta de conquistas extremamente significativas. Os relatos dos professores e egressos do curso de Jornalismo, presentes nesta reportagem, revelam memórias bem particulares e que ao mesmo tempo confluem para uma conclusão em comum: valeu a pena.

A instituição do curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo e Relações Públicas na Uespi de Picos foi um processo. Quem informa é o reitor da Uespi, Prof. Dr. Evandro Alberto. Formado em jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus de Campina Grande, em 1999, Evandro Alberto foi um dos primeiros docentes curso de Jornalismo do Campus Professor Barros Araújo.

Ele relata que os profissionais da imprensa picoense ansiavam pela possibilidade de se graduarem em Jornalismo, surgindo aí a reivindicação para que a graduação em Comunicação fosse ofertada em Picos e, assim, formasse os comunicadores.

Professor Evandro Alberto. Foto: arquivo pessoal do entrevistado

“Foi um processo que foi trabalhado por alguns profissionais que atuavam na imprensa local, que desejavam ter o curso na Universidade Estadual do Piauí; tentaram ali pela universidade federal, mas conseguiram convencer o reitor (da Uespi) Jônathas Nunes a autorizar o curso através do Conselho Estadual de Educação”, relatou o professor Evandro.

A autorização para a constituição do curso de bacharelado em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo e Relações Públicas se deu por meio da Resolução 38/2001, do Conselho Universitário da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). O primeiro vestibular foi realizado ao final de 2001, enquanto a primeira turma ingressou em agosto de 2002.

Evandro Alberto ingressou na Uespi como docente inicialmente através do processo seletivo realizado pelo Governo do Estado em 2002. A primeira pessoa a assumir a coordenação do curso de Jornalismo foi a professora Lia Raquel, que ficou pouco tempo no cargo. Logo, a atribuição de gerir os destinos da graduação recaiu sobre Evandro, função que ele exerceu por cinco anos consecutivos.

O professor recorda que a primeira turma de jornalismo era formada em grande parte por profissionais que já atuavam na imprensa de Picos e região. “Isso foi um grande ganho para cidade”, comentou.

Primeira turma de Jornalismo da Uespi de Picos. Ao centro, professor Orlando Berti, o segundo da esquerda (agachado) é o professor Evandro. Foto: arquivo pessoal de Evandro Alberto

Para Evandro as mudanças provocadas pelo curso de Jornalismo na imprensa picoense foram muito significativas, tanto na parte técnica como na humanização dos relatos levados à sociedade. As modificações foram sentidas nos jornais impressos, no rádio e entre os correspondentes das emissoras de TV de Teresina.

Na mesma época da implantação da graduação em Comunicação Social na Uespi de Picos veio o princípio da popularização da internet, marcando o nascimento dos portais de notícia. “Nós participamos dos primeiros passos do jornalismo online e isso também foi incentivado pelo curso”, destacou Evandro Alberto.

Desdobramentos para a cidade

A fala do reitor Evandro Alberto sobre a transformação da imprensa picoense a partir do surgimento do curso de Jornalismo no Campus de Picos vai de encontro ao discurso do bancário aposentado, advogado, músico e jornalista Odorico Carvalho. Quando ingressou como aluno no bacharelado em Comunicação Social no Campus Professor Barros Araújo, no ano de 2003, Odorico Carvalho já possuía uma carreira consolidada na música e na comunicação.

Odorico integrou a primeira equipe da Rádio Difusa AM, que foi a primeira emissora de rádio da cidade, de propriedade do senador Helvídio Nunes de Barros. Fundada em 1979, a emissora possuía (possui, pois ainda continua em funcionamento) grande abrangência na região o que tornava os radialistas profissionais muito famosos, com direito a cartas de admiradores e presentes.

Diretor da TV Picos, Odorico Carvalho. Foto: Jailson Dias

Logo após esse início na rádio difusão, Odorico também participou da fundação do Jornal de Picos – o primeiro em OffSet da cidade. Desde então, ele se manteve ativamente na comunicação, o que não o impediu de buscar a formação superior na área. Odorico é da segunda turma de Jornalismo do Campus Barros Araújo, cujo ingresso se deu em 2003, enquanto a colação de grau ocorreu em abril de 2007.

“Eu acho que não basta só ter o conhecimento empírico, o como fazer, o dia a dia de um jornal, você precisa ter a base teórica, mais do que isso, precisa ter uma cultura, conhecer a cultura do seu próprio país. Quando você entra na universidade, mesmo que ela seja nova, você não sai do mesmo jeito que entrou, é modificado de alguma forma”, frisou.

O jornalista lembra que o início foi difícil para o curso que carecia de estrutura e mais professores qualificados. Por vezes os alunos se revoltavam com a situação, tanto que alguns docentes desistiram da oportunidade de continuar lecionando uma vez que sofriam as cobranças devidas por parte dos discentes.

“Teve professor que só deu uma aula e foi embora por causa das críticas, eu procurava apaziguar”, comentou Odorico lembrando que possuía mais experiência de vida que os colegas de classe.

TV Picos. Foto: Odorico Carvalho

Na direção da TV Picos desde que a emissora foi fundada, em outubro de 2005, Odorico entende que a Uespi mudou o fazer jornalismo na cidade.

“Você lembra o jornal de rádio como era feito, a pessoa pegava um jornal impresso de Teresina, ia para frente do microfone, lia as matérias e fazia os comentários. Nós éramos pautados pelo que acontecia em Teresina, não tinha pessoas na rua, as coisas de Picos ficavam de lado. Hoje, os sites, as televisões têm as suas equipes de reportagem”, frisou o diretor da TV.

Ele entende que a instituição da graduação de Jornalismo na Uespi ajudou na fundação da TV Picos, cuja reinvindicação já havia sido feita em 2002, logo após a primeira eleição de Wellington Dias para o governo do Piauí. “Nós levamos o projeto e ele (Wellington Dias) abraçou, é claro que a existência do curso de Jornalismo já era uma grande ajuda, tanto que após a inauguração todos que vieram parar aqui ou eram formados ou eram estudantes de jornalismo”, lembrou o diretor.

A TV Picos continua em atuação com dois jornais diários, funcionando também como um laboratório para os estudantes de comunicação da cidade.

Formol e lágrimas

A evolução do curso de Jornalismo da Uespi ao longo dos anos foi marcada por muitas dificuldades e luta, da mesma forma que as outras graduações da instituição. Se inicialmente a estrutura era limitada, a situação se agravou a partir de 2010. Naquele ano, a sede da Uespi estava dividida em dois prédios, o do bairro Junco, no entroncamento entre as BRs 316 e 407, e o prédio do antigo SESI (Serviço Social da Indústria), na BR 407.

Antiga sede da Uespi no bairro Junco. Atualmente o prédio é sede da Universidade Aberta do Brasil (EAD/UAB). Foto: Jailson Dias

Foi então que aconteceu o impensável, partes do antigo prédio do SESI desmoronaram. Felizmente ninguém se feriu, contudo, não havia mais a possibilidade de professores e alunos assistirem aulas naquele lugar. Como a comunidade acadêmica não podia ser comportada no prédio do Junco, os alunos da instituição foram distribuídos em várias escolas de Picos.

Quem lembra bem de ter assistido aulas em diferentes escolas é o atual diretor de jornalismo da TV Cidade Verde – Picos, o oeirense Clebson Lustosa. “Nós entramos na Uespi no pico do Movimento SOSUespi. A instituição estava bem sucateada, não tinha professor nem estrutura, até o início das aulas eram uma incerteza, porque havia greve e tinha alunos reivindicando melhor ensino”, comentou.

O Movimento SOSUespi foi integrado e liderado por vários estudantes da instituição que cobravam do então governador do Piauí, Wilson Martins (2010-2014), uma solução para a situação crítica da universidade.

Egresso da Uespi e diretor de Jornalismo da TV Cidade Verde – Picos, Clebson Lustosa. Foto: Jailson Dias

Clebson lembra que entre os anos de 2010 e 2012 os estudantes da Uespi eram verdadeiros nômades, pois em cada período eles assistiram aulas em uma escola diferente.

“E era crítico, pois a gente dividia o espaço com o Ensino Médio, enquanto tentávamos discutir em sala textos altamente densos. Nós passamos pelo PREMEM (Centro Estadual de Educação Profissional Petrônio Portela), pela Escola Normal Oficial de Picos (ENOP), pelo Colégio Nivardo Moura, pela (Unidade Escolar Polivalente) Vidal de Freitas, pelo (CETI) Marcos Parente e teve alguns alunos, caso de direito, que foram para UFPI (Universidade Federal do Piauí)”, lembrou o diretor da TV Cidade Verde.

O prédio da Uespi do bairro Junco continuava funcionando, recebendo periodicamente, em sistema de rodízio, os alunos que estavam distribuídos entre as escolas do Ensino Médio da cidade. Ainda assim, a situação estrutural desse prédio não era a mais adequada para os estudantes e professores. Clebson lembrou que a disciplina de Edição e Produção em Telejornalismo foi ministrada dentro de um laboratório de anatomia.

Primeira equipe da TV Cidade Verde Picos. Egressos da Uespi e também da Faculdade R.Sá integram a equipe. Foto: arquivo da emissora

“Lembro que teve um dia, na aula da professora Rosane Martins, que ela teve que liberar a turma depois de uma hora e meia de aula porque todo mundo estava lacrimejando por causa do formol. Como era um laboratório de anatomia, tinha algumas partes de corpos que serviam para os alunos de enfermagem estudar e o cheiro de formol era muito forte”, comentou Clebson.

O relato evidencia como a situação era dramática. Apenas muita força de vontade, o desejo de progredir e o apoio certo garantiam a permanência dos acadêmicos na instituição.

O lado humano

Enquanto a estrutura era deficiente, o mesmo não podia ser dito sobre o corpo docente. Clebson cita que as disciplinas teóricas eram muito bem aproveitadas e que havia o esforço constante dos professores para sanar o desconforto com a situação física do Campus.

Segundo o diretor da TV Cidade Verde – Picos, a disciplina de Radiojornalismo – bastante prática -, foi bem aproveitada pelos estudantes porque o professor Evandro Alberto, responsável por ministrá-la, abriu as portas da sua casa para que os alunos fizessem as edições de áudio. Evandro possuía uma mesa de edição que foi utilizada pelos acadêmicos em aulas práticas aos finais de semana.

Entrada da sede da Uespi no bairro Junco. Foto: Jailson Dias

“Os professores queriam fazer as coisas acontecer, e a Uespi tem muito disso, os professores, diante dessa limitação, faziam de tudo para levar o melhor ensino para os alunos”, comentou o jornalista.

Após um longo período de nomadismo pelas escolas de Ensino Médio, a turma de Clebson ainda conseguiu estudar no novo prédio da Uespi de Picos, localizado no bairro Altamira. Ele foi inaugurado ainda no segundo semestre de 2014 pelo governador à época, Moraes Souza Filho (2014-2015), e recebeu os alunos.

Excelência

Se mesmo em meio à grave situação estrutural vivenciada pela graduação local de Jornalismo, professores e estudantes conseguiam se destacar na academia e no mercado de trabalho, a inauguração da nova sede do Campus, no bairro Altamira, permitiu uma ascensão progressiva, gradual e contínua para o curso.

A jornalista e influencer digital com 59.800 seguidores no Instagram, Bruna Ravena Luz de Aguiar Silva Lima, lembra que ao ingressar no curso de Jornalismo da Uespi de Picos, ele já possuía reconhecimento para além das fronteiras do Piauí. Ainda haviam muitas dificuldades por superar, mas a situação melhorava.

Jornalista e influencer Bruna Ravena. Foto: arquivo pessoal da entrevistada

“Quando ingressei no curso de Jornalismo ele era premiado como o quarto melhor no ranking geral das universidades do Nordeste e o sétimo melhor das estaduais do Brasil. Na época em questão enfrentamos muitos desafios que atualmente foram supridos, como a falta de laboratórios, e equipamentos para aulas práticas e falta de professores efetivos. Na época eram apenas dois professores, sendo que um deles era o então diretor do campus e atual reitor, professor Evandro”, relatou a jornalista.

Bruna Ravena frisa que a Uespi lhe proporcionou o conhecimento técnico e acadêmico em jornalismo, mas ressalta que foi a partir da universidade que ela abriu os olhos para causas sociais – principal nicho do seu trabalho como influencer. 

“Na época, e já no I período como estudante, participei do DCE (Diretório Central dos Estudantes) local como Diretora de Comunicação. Foi nesse cenário que tive o primeiro contato com o movimento estudantil e suas lutas, participei da fundação do Coletivo Feminista Graciones e de inúmeras manifestações em prol da Educação e da Justiça Social”, comentou.

Turma de jornalismo da Uespi. Bruna Ravena é a terceira em pé. Foto: arquivo da entrevistada

Ao ingressar na TV Picos como repórter e depois como apresentadora e editora-chefe dos programas Canta Piauí e Picos Notícia, ela levou o conhecimento adquirido na universidade para as telas da emissora. “Com o conhecimento adquirido em sala de aula, tive a oportunidade de atuar por quatro anos na TV local trabalhando causas como o racismo, a intolerância religiosa, a violência contra a mulher, a causa animal, desigualdades sociais, entre outras pautas que tinham como foco promover a justiça social”, relatou. 

Oportunidade e profissionalização

Algo muito perceptível nos relatos de egressos da Uespi que hoje ocupam uma vaga no mercado de trabalho é que através da graduação conseguiram ingressar em empresas de comunicação de Picos, muitas vezes como estagiários, obtendo quase que instantaneamente a contratação. Os contatos e indicações dos professores se mostraram fundamentais nesse quesito.

Os docentes da Uespi sempre foram procurados pelos empresários da comunicação local para indicar estagiários, que eventualmente eram efetivados ante o bom trabalho desenvolvido. Os dois personagens anteriores desta reportagem, Clebson Lustosa e Bruna Ravena são exemplos de estudantes que começaram a militar na comunicação antes de se formar, mas não são os únicos com essa trajetória.

Egressa da Uespi e repórter da TV Cidade Verde Picos, Júlia Borges. Foto: Jailson Dias

A inhumense Júlia de Sousa Borges Leal, egressa da 10° turma de Jornalismo da Uespi de Picos (obs: os entrevistados informaram o número da turma na qual estudaram), foi contratada pela TV Cidade Verde – Picos antes da colação de grau. “A TV Cidade Verde assinou a minha carteira no dia 1° de abril (de 2022) e no dia 5° de abril foi a minha formatura”, declarou.

Júlia entrou na TV Cidade Verde – Picos após passar em um teste, comprovando as suas habilidades como jornalista.

Ao ingressar na Uespi em 2017, a turma de Júlia já contou com a possibilidade de estudar integralmente no novo prédio da universidade, no bairro Altamira. Isso representava uma vitória significativa para a comunidade acadêmica.

Também houve uma modificação importante, em 2014 a graduação de Bacharelado em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo e Relações Públicas foi modificada para Bacharelado em Jornalismo, após aprovação das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais. Quando chegou à universidade, a turma de Júlia seria preparada especificamente para o jornalismo.

A jornalista deveria ter colado grau em 2021, mas no meio do caminho tinha a pandemia do novo coronavírus, que adiou ou interrompeu os planos de milhões de brasileiros. A colação de grau da 10° turma de comunicação e 1° voltada exclusivamente para o Jornalismo aconteceu em abril de 2022.

Ao falar da Uespi, Júlia utiliza as palavras “amor e luta”, e a exemplo de Clebson, destaca o papel dos docentes como profissionais competentes e apoiadores dos alunos.

“O período em que estive na Uespi eu vi uma força de vontade muito grande dos professores em fazer a diferença, mesmo com tão poucos recursos. As professoras que eu mais tive contato foram Lana Krisna, Thamyres (Sousa) e Mayara Ferreira. Elas nos faziam se apaixonar pela profissão, por cada disciplina, então foi um período muito feliz da minha vida”, declarou a jornalista.

O melhor momento

Por muitos anos o curso de Jornalismo da Uespi de Picos funcionou principalmente com professores substitutos, cujo vínculo com a instituição era temporário. A efetivação dos docentes aconteceu aos poucos. A primeira professora efetiva foi a teresinense Jaqueline da Silva Torres Cardoso, aprovada no concurso público realizado no ano de 2006. Atualmente ela é a coordenadora da graduação local.

Para a Profa. Dra. Jaqueline Torres, esse é o melhor momento do curso, e ela lista os motivos para esse pensamento.

“Acredito que estamos no melhor momento do curso. Houve um amadurecimento muito grande não só no aspecto de ensino, mas de pesquisa e de extensão. Temos projetos de PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica), bolsa FAPEPI (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí), Projetos de Extensão e até uma Liga Acadêmica, a Liga Joeme.  Hoje há um engajamento muito forte por parte do discente em participar dessas atividades em não focar apenas na parte do ensino”, explicou a coordenadora.

Profa. Dra. Jaqueline Torres, atual coordenadora do Curso de Jornalismo da Uespi de Picos. Foto: arquivo da entrevistada.

Jaqueline salienta, contudo, a necessidade de mais melhorias para o curso, especialmente laboratórios. Esse fator leva a comunidade acadêmica a cobrar constantemente dos órgãos superiores mais estrutura para a instituição.

Além de Jaqueline e Evandro Alberto, que se efetivou como professor da Uespi após aprovação em concurso público realizado no ano de 2011, vieram novas professoras efetivas. No certame realizado em 2018 as professoras Mayara Ferreira de Sousa, Thamyres Sousa, Lana Krisna de Carvalho Moraes e Ruthy Manuella de Brito Costa foram aprovadas e hoje integram o quadro de professores efetivos da universidade estadual.

Mayara Ferreira e Ruthy Costa são as primeiras egressas da graduação em Jornalismo da Uespi de Picos a se tornarem professoras efetivas da instituição.

Na sequência as professoras efetivas Mayara Ferreira, Lana Krisna, Ruthy Costa e Thamyres Sousa. Foto: arquivo pessoal das professoras

Na sequência as professoras efetivas Mayara Ferreira, Lana Krisna, Ruthy Costa e Thamyres Sousa. Foto: arquivo pessoal das professoras

Os professores substitutos continuam exercendo um papel importante na Uespi de Picos, caso esse de Débora Maria dos Santos, Rafael Ferreira Medeiros, Marco Antônio de Oliveira Tessarotto e Flávio Menezes Santana.

De Picos para o Piauí

Após a efetivação como professor da Uespi de Picos, Evandro Alberto, que ocupou a coordenação da graduação de Jornalismo por várias ocasiões, buscou novos desafios. Vocacionado para a gestão educacional, ele foi eleito diretor do Campus Professor Barros Araújo, em 1° de dezembro de 2016.

No ano de 2018 Evandro Alberto concorreu ao cargo de vice-reitor na chapa liderada pelo Prof. Dr. Nouga Cardoso. Eles foram eleitos. O professor Nouga foi convidado para chefiar a Secretaria Municipal de Educação de Teresina, no ano de 2020, então Evandro assumiu o cargo de reitor. Em 2021, Evandro foi reeleito para um novo mandato à frente da reitoria da Uespi. A posse aconteceu em 2022 e o seu mandato deve se estender até 2026.

Reitor Evandro Alberto. Foto: arquivo do reitor

Evandro sempre se mostrou um entusiasta da graduação em jornalismo do Campus Professor Barros Araújo, e, como dito no início desta reportagem, entende que o curso mudou a imprensa local. Mesmo no cargo de reitor e residindo com a família em Teresina, ele continua lecionando em Picos, para onde se desloca uma vez por semana para ministrar as aulas.

O futuro

Ante uma trajetória repleta de dificuldades, percalços e inúmeras vitórias, pode ser considerado que o curso de Jornalismo da Uespi de Picos tende a viver dias cada vez melhores, a dedicação de quem o faz, a partir dos professores, gestores e alunos, permite essa conclusão.

Em 20 anos, aconteceu muita coisa, e são inúmeros os nomes que contribuíram efetivamente com essa história, caso esse dos professores efetivos da Uespi de Teresina: Orlando Maurício de Carvalho Berti e Sônia Maria Carvalho. Os dois lecionaram em Picos.

No momento mais crítico da instituição em Picos, alunos de jornalismo integraram e lideraram o Movimento SOSUespi, destacando-se as egressas Maria de Sousa Santana e Virlândia Luz. Posteriormente, Maria alçaria voos mais altos na política. Ela ocupou várias secretarias municipais na cidade durante a gestão do ex-prefeito Pe. Walmir de Lima (2015-2020) e se tornou uma liderança de referência.

Entrada da sede atual da Uespi de Picos. Foto: Jailson Dias

Maria Santana, Virlândia (hoje servidora do Instituto Federal do Ceará – IFCE) e os demais colegas de luta, por várias vezes acamparam na Uespi e pressionaram o então governador Wilson Martins para tomar as providências urgentes que a instituição precisava.

O sucesso de tantos estudantes do curso de jornalismo é a prova de que a graduação e a universidade são o caminho para a realização profissional. Os exemplos são incontáveis, caso de Lívia Barroso, hoje professora efetiva da Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Campus Senador Petrônio Portela de Teresina; Renan Nunes, repórter da TV Clube, em Teresina; Antônio Rocha, repórter da TV Clube, em Picos; Sheila Fontenele, atualmente apresentadora da TV Picos e dona da própria empresa de cerimonial e organização de eventos; Kelsma Gomes, servidora do Instituto Federal do Ceará (IFCE),dentre inúmeros outros que não foram citados aqui devido o tamanho da lista.

Com base nesses inúmeros relatos e histórias, compreende-se que o futuro do curso de Bacharelado em Jornalismo da Uespi de Picos promete e descortina infinitas possibilidades.