A manhã desta quarta-feira (18) foi marcada por um protesto de estudantes da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus de Picos, que ocuparam uma das principais avenidas do centro da cidade para denunciar a situação do transporte público. A mobilização chamou a atenção da população e evidenciou a insatisfação com um problema que, segundo os próprios alunos, se arrasta há anos.
Durante a manifestação, os estudantes relataram as condições dos veículos utilizados no transporte coletivo, apontando falhas estruturais e mecânicas que, na avaliação deles, colocam em risco a segurança dos passageiros. Entre os relatos, foram mencionados problemas como ausência de freios, estruturas danificadas e condições inadequadas para circulação.
Além das condições dos ônibus, os manifestantes também criticaram o valor da tarifa cobrada. Em falas durante o ato, estudantes questionaram o custo da passagem diante da qualidade do serviço prestado, destacando que o preço não corresponde às condições oferecidas.

Como forma de pressionar por soluções, parte dos estudantes decidiu paralisar as atividades acadêmicas até o dia 21 de março. A decisão foi anunciada por representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que apontam incerteza quanto à continuidade do serviço de transporte nos próximos dias.
A direção do Campus de Picos informou que reconhece a importância das reivindicações e declarou apoio ao movimento estudantil. Segundo a instituição, a situação do transporte público afeta diretamente a rotina acadêmica, já que grande parte dos alunos, técnicos e funcionários depende do serviço para se deslocar até a universidade.
Durante o protesto, também foram apresentadas propostas para enfrentar o problema, como a criação de uma empresa pública de transporte, ampliação da frota e elaboração de um plano de mobilidade urbana que reorganize itinerários e melhore a estrutura do sistema.
Diante do cenário, a Procuradoria Geral do Município informou que avalia medidas para garantir a continuidade do transporte público em caso de paralisação. A gestão municipal afirmou que busca minimizar impactos à população e assegurar o funcionamento do serviço.
Enquanto isso, os estudantes afirmam que a mobilização é uma tentativa de garantir condições seguras e dignas de deslocamento. Até o momento, a empresa KB Transporte, responsável pela operação do serviço, não se manifestou sobre o caso.





